domingo, 4 de dezembro de 2011

Vídeo criado



Um vídeo que eu fiz da minha experiência neste projecto para ser apresentado no dia 5 de Dezembro em Trieste.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Peripécias de uma viagem à Suíça

Tendo férias marcadas para uma semana no final de Novembro decidi fazer uma visita não só pelo Norte de Itália (Veneza e Turim) mas também à Suíça, mais propriamente à sua capital Berna.
A primeira etapa deste passeio foi ir de Buje a Berna. Comecei por apanhar a camioneta para ir a Trieste e logo neste trajecto deu-se o primeiro contratempo quando na parte eslovena da fronteira entre a Croácia e a Eslovénia eu fui o único passageiro da camioneta a quem pedida a verificação da mala. Valeu-me de muito o facto de tal como os eslovenos também os portugueses serem cidadãos europeus.
De Trieste a Milão por comboio nada houve a registar de anormal na viagem. Chegado à estação fronteiriça de Domodossola entre a Itália e a Suíça (o comboio passa a fronteira num túnel) não consegui entender quais foram os critérios pelos quais uns passageiros tiverem de mostrar a bagagem e outros não, sendo que neste caso eu tive mais sorte e não me foi questionada a bagagem.
A parte mais sórdida aconteceu quando chegado à estação ferroviária de Berna. Tal como fiz já em muitos países onde a moeda não é o Euro, tratei de me dirigir a um ATM para levar dinheiro local e qual não foi o meu espanto quando o mesmo não me foi facultado. Trato então de usar o cartão de crédito sendo que neste caso a mensagem aparecida é a de código errado quando tinha a certeza quase absoluta que aquele era o código certo. O que fiz então foi enviar um SMS à minha mãe a questioná-la acerca de qual o código do cartão ao que o SMS de resposta me veio a confirmar que estava a colocar o código correcto. Tendo algum agente policial me visto a mexer no telemóvel ao mesmo tempo que marcava o código, assim que saio do ATM sou abordado por 5 agentes policiais o mais baixo dos quais com cerca de 1,90m (eu tenho 1,77m). Questiono-os se falam inglês, ao que obtenho uma resposta positiva. Sem sequer ter sido questionado acerca dos mesmos, tratei de mostrar tanto o cartão de débito quanto o de crédito aos agentes para estes poderem verificar que têm o mesmo nome que o constante dos documentos pessoais que apresentei (passaporte e cartão do cidadão) e não se tratam de nenhum produto de "carteirismo". Não me valeu de nada e fui levado para a esquadra onde o mínimo movimento era notado (a esquadra tinha o aquecimento com uma temperatura muito alta ao que perante o gesto de abrir o casaco tive logo 3 agentes a prenderem-me os braços. Dentro de uma sala tive de tirar tudo o que tinha nos bolsos para além de me despir. À estranheza dos agentes pelo facto de ter dois telemóveis nos bolsos eu tive de lhes responder que um tem um cartão SIM português e outro um cartão SIM croata pois encontro-me a viver na Croácia. Foram-me abertas todas as malas de fio a pavio e em relação à carteira nem o mais insignificante talão foi deixado ao acaso na bisbilhotice tendo surgido comentários ao facto de ter bastante dinheiro na carteira, ao que respondi que estando a viajar é normal que me tenha de acautelar para o caso de necessidade (como veio a ser necessário mais tarde para a máquina de trocar moeda). Ao fim de 40 minutos detido foi-me dito que estava livre. O agente que me disse isso falava muito depressa e perante a minha questão em relação a repetir o que tinha sido dito pois não tinha percebido sou logo confrontado com a má cara do agente em causa. Expus o problema em relação ao facto de a recepção do hostel onde iria ficar alojado poder já estar fechada pelo facto de já passarem das 23:00 (hora que vinha como de fecho na reserva que tinha comigo) não tenho tido qualquer sensibilidade da parte de nenhum agente pelo facto de devido à asneira deles eu poder não ter local para dormir naquela noite. A única coisa que me fizeram foi um dos agentes me acompanhar até a uma máquina de troca de moeda que cobra 4CHF por cada nota metida na mesma, tendo acabado por ter de gastar quase 17CHF (quase 17€) num taxi para me levar ao hostel que felizmente estava em horário de Inverno aberto até às 00:00.
Tudo isto aconteceu num país que se orgulha da Convenção de Genebra, Cruz Vermelha, UNICEF e outras tretas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O interesse dos croatas em saberem acerca dos outros países

Para além do facto já por mim constatado acerca do interesse dos croatas em conhecerem línguas estrangeiras (e não estou apenas a falar das minhas aulas de português), outra coisa que também já constatei nos croatas é o interesse em saberem as diferenças da realidade de outros países. Já me foi perguntado se as estradas em Portugal são como as estradas na Croácia, se as escolas em Portugal são como na Croácia, se as praias em Portugal são como as (poucas) praias na Croácia, se em Portugal as pessoas também gostam de ter um carro melhor que aquilo que podem realmente ter dentro das suas possibilidades, se as gerações mais novas também vivem em casa dos pais aos 30 anos, e mais coisas do género.

domingo, 20 de novembro de 2011

Istra/Istria: uma região bilingue IV

Mais uma vez o assunto acerca do qual vou escrever está relacionado com o bilinguismo na Ístria.
Aquando da minha chegada foi com algum choque que soube da existência, naquilo a que em Portugal chamamos de Ensino Básico, de escolas italianas e escolas croatas. Senti que isso era sinal de alguma divisão entre as duas comunidades. Venho agora a confirmar que está longe de ser esta a realidade das coisas por cá. Uma amiga que é professora na Escola Elementar Italiana de Umag, e cuja primeira língua-mãe é o croata, tem o seu filho, com quem fala croata em casa, a estudar na mesma escola. A explicação dada foi esta: em casa falam sempre em croata, para o filho ser bilingue colocaram-no na escola italiana onde desta forma fala italiano quotidianamente e não deixa de aprender na disciplina de língua croata a que todas as escola é dada como obrigatória.

sábado, 19 de novembro de 2011

Tentativa de cozinhar receitas típicas II



Novamente a minha vez de cozinhar receitas típicas e decidi-me a fazer como sobremesa um Pão-de-ló à Antiga.
No entanto, quando fui ao supermercado comprar os ingredientes não consegui deixar de reparar num bolo italiano que estava em promoção chamado "Pandoro" e cuja imagem exterior é também semelhante ao nosso pão-de-ló (para além do nome). Ao experimentar este bolo italiano pude confirmar que de facto a estrutura é esponjosa como a do pão-de-ló mas o sabor é mais semelhante ao do brioche.
Uma outra variante desta bolo italiano é o "Panetone" que tem pepitas de chocolate acrescentadas e é típico da época natalícia, sendo também comum na gíria dos italianos dizer que determinado treinador vai ser um "Panetone" quando não se crê que consiga ficar no lugar até a meio do campeonato.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Uma planta chamada Rui


Dia de segunda aula de português e fui surpreendido por uma aluna (calma lá que é uma senhora de meia-idade) que me trouxe três folhas de uma planta autóctone da Ístria e me disse que o nome da planta é Rui.
Já não é a primeira vez que tenho uma surpresa devida ao meu nome, bastando procurar o significado do mesmo em línguas como o russo, polaco, checo, ucraniano e eslovaco.
Tive de tirar uma fotografia às mesmas folhas sobre uma folha de papel antes de as colar na mesma para depois afixar na parede do escritório.

Reconhecimento pelo trabalho dos voluntários


Dia 16 de Novembro foi dia de Dia Multidisciplinar na Escola Elementar Italiana de Umag. O evento foi organizado em conjunto pela escola citada, Comunidade Italiana de Umag, voluntários em Buje e voluntários em Brtonigla. O almoço desta vez não foi às 10:00 mas sim ás... 9:30!
As actividades organizadas em conjunto pelos alunos com a supervisão dos respectivos professores e os voluntários incidiram sobre o tema do voluntariado. Houve ainda tempo para os voluntários apresentarem os respectivos locais de origem tendo eu preferido mostrar uma apresentação de Coimbra que uma de Portugal.
No final foram dadas aos voluntários bandeiras dos respectivos países pintadas pelas crianças dos anos inferiores da escola (no sistema croata as escolas elementares abarcam alunos dos 6 aos 15 anos). Como podem ver na fotografia, a bandeira está longe de ser perfeita mas o que conta é a intenção.