sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Viagem de Zagreb a Umag

Chegou no dia 1 de Setembro o dia de partir em direcção à cidade onde decorrerá o projecto do EVS. A única camioneta existente para a ligação entre as duas cidades chegava ao destino às 3:00 da manhã, pelo que acordei com a coordenadora do projecto ir na camioneta para Umag, com uma t-shirt com o escrito "Portugal", e ir ela buscar-me às 20:15 para levar-me para Buje).
A viagem demorou cinco horas com uma pausa na cidade de Buzet. De Zagreb a Rijeka foi-se pela auto-estrada. Numa altura em que a auto-estrada subia bastante e fazia lembrar a A1 na zona das serras de Aires e Candeeiros, eis que me deparo com um país que apostou na construção de auto-estradas com túneis. A seguir a Rijeka (ou Fiume, em italiano) parte do percurso foi feito numa série de 3 túneis, o primeiro deles com um comprimento imenso e portagem (mesmo sem separador central e apenas uma faixa em cada sentido).
Chegado ao destino encontro-me a sair da estação quando sou abordado por dois jovens, um italiano e uma polaca, ambos meus colegas no projecto, estando a coordenadora a procurar lugar para estacionar o carro. Depois do impacto provocado na minha apresentação pelo meu nome na colega polaca (Rui lê-se tal como a palavra polaca "Chuj" equivalente ao português "Caralho") chegou então a coordenadora que me convidou para assistir a uns concertos na cidade vizinha de Novigrad (ou Cittanova, em italiano) e a comer uma sanduíche e beber uma cerveja croata, convite o qual aceitei com agrado.

Lá diferente de cá: Bagagem nas camionetas

Se pretende viajar de camioneta pela Croácia pode já ficar a saber que depois de pagar o seu bilhete poderá, no caso de ter bagagem para o porta-bagagens, ter de pagar ao motorista por cada mala colocada. Perguntei ao motorista se me poderia ser passado um recibo para isso, tendo tido a resposta de que as tiras de autocolantes das malas serviam como recibo. Será que neste país não há número de contribuinte?
Depois não digam que não avisei.

Lá diferente de cá: Extintores


Uma das coisas para as quais o curso que ainda estou a tirar para Técnico Superior de Segurança e Higiene do Trabalho me fez sensibilizar foi para a localização e acessibilidade dos extintores. Nunca pensei no entanto, ao fim de ter viajado por vários países, que houvessem extintores com modos de funcionamento diferentes, como se poderá ver pela fotografia na parte da cavilha.

Lá como cá: Carros estacionados em cima do passeio


Para quem diz que só em Portugal isto acontece, uma imagem vale por mil palavras. No entanto, nada de entrar na lógica de que se os outros fazem também nós devemos fazer.

Lá como cá: Estores

Uma das coisas que me faz muita confusão quando visito muitos países europeus é o facto de não terem uma coisa chamada estores que permitem que uma pessoa não acorde com a luz natural. Quando visitei Alemanha e Polónia nos Verões de 2009 e 2010, respectivamente, lá estava eu a acordar às 4:00 da manhã com o dia já feito. Na Croácia ficou positivamente surpreendido com o facto de muitas casas terem descoberto as vantagens dos estores.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Correcção do nome do blog

Foi-me confirmado pela amiga croata referida no post anterior que o nome do blog estaria correcto da seguinte forma: "Ja sam portugalac" em vez de "Ja sam portugalski" pois pelos vistos nas línguas eslavas a nacionalidade tanto pode ser um substantivo como um adjectivo.
O titulo está mudado, o endereço vai ser mais complicado de mudar e terei de enviar um e-mail ao serviço do Blogspot.

Os preços na Croácia

Parti para a Croácia tendo ouvido da boca de uma amiga croata a viver em Coimbra algo do género de o salário mínimo neste país estar por volta dos 200€.
Chegado à Croácia, mais propriamente a Zagreb, dirijo-me para o hostel onde fiz uma reserva de uma cama para duas noites. Depois de ter colocado a roupa de cama na respectiva, tratei de ir perguntar à recepcionista onde era o supermercado mais próximo, tendo-me respondido que em cinco minutos a andar havia um supermercado grande (para os padrões dos países onde não existe uma coisa chamada hipermercado). Num instante, com o andar rápido que me caracteriza, encontrei a tal superfície comercial.
Entrando no mesmo, deparo-me com preços que convertidos em Euro se encontram perfeitamente "ocidentalizados". As marcas brancas ás quais nos habituámos em Portugal são algo que pelos vistos não existe por estas bandas. Uma garrafa de água que em Portugal se compra num supermercado ou hipermercado por 0,12€ ou pouco mais aqui não se encontra por menos que o correspondente a 0,50€. Este é o exemplo mais básico que vos posso dar. O mesmo acontece com pão, leite, iogurte, massa, ovos.
Tomo a decisão de ir confirmar com a mesma amiga croata a viver em Portugal se tinha ouvido bem quando ela me falou dos 200€ de salário mínimo. Teria eu na realidade ouvido 500€? Não, confirma-se por ela que o salário mínimo é mesmo de 200€, mas segundo as palavras da mesma, em Zagreb e na costa do Adriático quase ninguém recebe menos de 350€.
Caro na mesma.